quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Não consigo entender!


Não consigo entender a definição de AMOR que existe atualmente. Ao navegar por redes sociais e nas muitas andanças que faço por conta da itinerância, vejo como é falho e vazio o conceito de amor pregado e vivido pela sociedade e pela maioria das igrejas cristãs de nosso tempo. Que amor é esse que nos leva a fechar os olhos para o que acontece a nossa volta, ao tempo que nos leva a nos encher de misericórdia e compaixão por países e pessoas que estão a milhares de quilômetros de distancia? quem nunca ouviu a expressão ORAI PELA PAZ EM JERUSALÉM OU ISRAEL? A questão aqui não é não orar pela paz mundial, porém não deixar de orar pela paz em nosso pais! O que tenho visto são Igrejas preocupadas em evangelizar outros povos e nosso governo preocupado em enviar ajuda humanitária para outros países enquanto dentro de nossas igrejas e em nossa própria nação existem pessoas que não são assistidas nem mesmo contempladas por esse "iluminado e despretensioso altruísmo coletivo". Não dá mais pra ver e não se pronunciar diante de tamanha inversão, de saber que existem pessoas que enviam ofertas para missionários evangelizarem e darem o que comer para crianças de outros países e ao andar pelas ruas de sua própria cidade serem incapazes de alimentar ou doar alguns minutos de sua atenção para tantos pequeninos que estão morrendo abandonados e com fome. Não consigo entender um governo que se preocupa em mandar alimento para países que sofreram tragedias naturais como a que aconteceu no Haiti, simplesmente fechar os olhos para os patrícios que morrem a míngua todos os dias com fome e sede nos sertões do nosso pais. Não consigo entender o por que dessa facilidade de amar os distantes e simplesmente ignorar os que estão perto! Não consigo entender por que cantar que que somos corpo, bem ajustados, unidos, vivendo em amor, uma família sem qualquer falsidade vivendo a verdade e expressando a glória do Senhor, quando na verdade o que nos caracteriza é a desunião, a extrema falsidade pela qual nos relacionamos e a maneira peculiar que desenvolvemos para expressar não a glória do Senhor, porém dos nossos templos luxuosos, de nossos ministérios extremamente prósperos, dos carros importados que muitas lideranças ostentam, dos membros importantes da sociedade que ocupam suas cadeiras no rol de membros de nossas igrejas. Em fim, não consigo entender a idolatria gospel que nutri o comercio da palavra de Deus e que transformou as igrejas em empresas, os pastores e levitas em empresários, o evangelho em um produto e os cristãos em vorazes consumidores. Encerro dizendo que sou a favor de evangelizarmos outras nações desde que o empenho maior seja evangelizar a nossa, sou a favor de darmos alimentos a estrangeiros desde que não negligenciemos as necessidades dos que estão a nossa volta e que oremos não só pela paz de Israel ou Jerusalém, mas pela paz nas comunidades, nas favelas becos e escadões do nosso pais e que haja paz entre todos os cidadãos da nossa pátria e que o Amor seja demonstrado não só para os que estão longe, porém para todos quantos pudermos alcançar principalmente os que estão mais perto de cada um de nós. 


Pr. Bruno Alves 

SUKOT (Cabanas ou Tendas)

Festa dos tabernáculos 


A festa de sukot (“cabanas” ou “tendas”) é conhecida, nas versões portuguesas, como “a festa dos tabernáculos”. Prescrevem as Escrituras:


“E falou YHWH a Moshé [Moisés], dizendo: Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo será a festa de sukot [tendas ou “tabernáculos”] a YHWH por sete dias. Ao primeiro dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis. Sete dias oferecereis ofertas queimadas a YHWH; ao oitavo dia tereis santa convocação, e oferecereis ofertas queimadas a YHWH; dia de proibição é, nenhum trabalho servil fareis. (...)

Porém aos quinze dias do mês sétimo, quando tiverdes recolhido do fruto da terra, celebrareis a festa de YHWH por sete dias; no primeiro dia haverá descanso, e no oitavo dia haverá descanso. E no primeiro dia tomareis para vós ramos de formosas árvores, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas, e salgueiros de ribeiras; e vos alegrareis perante YHWH vosso Elohim por sete dias. E celebrareis esta festa a YHWH por sete dias cada ano; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações; no mês sétimo a celebrareis. Sete dias habitareis em tendas; todos os naturais em Israel habitarão em tendas; Para que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito. Eu sou YHWH vosso Elohim.” (Vayikrá/Levítico 23:33-36 e 39-43).

Em sukot (cabanas/tendas), o povo do ETERNO habita em tendas durante o período festivo de sete dias, recordando-se dos 40 anos em que os filhos de Israel viveram no deserto.

Lembra-se em tal festa que, mesmo residindo em frágeis cabanas no deserto, nunca faltou a provisão do ETERNO, que se manifestava em coluna de nuvem durante o dia, criando-se uma grande sombra para proteger as pessoas do forte sol, bem como em coluna de fogo durante a noite, aquecendo-se o povo do forte frio. No deserto, o ETERNO fez descer do céu, por quarenta anos, o man (“maná”) para aplacar a fome dos israelitas, e jorrou água da rocha para saciar a sede. Infere-se daí que, ao habitarmos em cabanas pelo período de sete dias na festa de sukot, expressamos nossa confiança no ETERNO, o provedor de todas as coisas, que protegeu, protege e sempre estará a proteger os filhos de Israel.

Esta festa (sukot/“tabernáculos”) também nos remete à primeira vinda de Yeshua:

“E a Palavra [a Torá] se fez carne e tabernaculou entre nós” (Yochanan/João 1:14, traduzido do aramaico).

Daí, pode-se entender que a festa de sukot simboliza Yeshua tabernaculando (fazendo morada) entre os homens. Existem muitos estudos apontando que Yeshua provavelmente nasceu durante a festa de sukot, o que realça ainda mais o brilhantismo da celebração.

Sukot é uma festa extremamente profética, já que fala do reinado messiânico de Yeshua. Assim, quando a celebramos, estamos a invocar profeticamente o retorno do Mashiach: “Vem, Senhor Yeshua!” (Guilyana/Apocalipse 22:20). Por que esta festa tem simbologia profética? Porque quando Yeshua retornar e instaurar o reinado messiânico na Terra, todos continuarão a guardar a festa de sukot:

“E YHWH reinará sobre toda a terra. Naquele dia, YHWH será um, e seu nome será um. (...)

E acontecerá que, todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorar o Rei, YHWH dos Exércitos, e para celebrarem a festa de sukot [cabanas/‘tabernáculos’]. E acontecerá que, se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o Rei, YHWH dos Exércitos, não virá sobre ela a chuva. E, se a família dos egípcios não subir, nem vier, não virá sobre ela a chuva; virá sobre eles a praga com que o YHWH ferirá os gentios que não subirem a celebrar a festa de sukot [cabanas].



Este será o castigo do pecado dos egípcios e o castigo do pecado de todas as nações que não subirem a celebrar a festa de sukot [cabanas].” (Zecharyah/Zacarias 14:9 e 16-19)

Ora, o texto acima é de clareza solar ao estipular as consequências para aqueles que não guardarem a festa de sukot. Isto demonstra como as festas bíblicas são importantes aos olhos do ETERNO e, por tal motivo, sempre foram observadas pelos netsarim.

Vimos acima que a festa de sukot (“cabanas” ou “tendas) tem a duração de sete dias. Cumpridos estes dias, entra-se no oitavo dia, denominado de shemini atseret (“oitavo dia de assembleia festiva”):

“Sete dias oferecereis ofertas queimadas a YHWH; ao oitavo dia tereis santa convocação [trata-se de shemini atseret], e oferecereis ofertas queimadas a YHWH; dia de proibição é, nenhum trabalho servil fareis. Estes são os tempos determinados de YHWH, que apregoareis para santas convocações, para oferecer a YHWH oferta queimada, holocausto e oferta de alimentos, sacrifício e libações, cada qual em seu dia próprio; Além dos shabatot [sábados] de YHWH, e além dos vossos dons, e além de todos os vossos votos, e além de todas as vossas ofertas voluntárias, que dareis a YHWH. Porém aos quinze dias do mês sétimo, quando tiverdes recolhido do fruto da terra, celebrareis a festa a YHWH por sete dias; no primeiro dia haverá descanso, e no oitavo dia [shemini atseret] haverá descanso.” (Vayikrá/Levítico 23:36-39).

No Judaísmo rabínico, shemini atseret é chamado de Simchát Torá (“alegria da Torá”), dia em que há o costume de se concluir a leitura anual da Torá. Assim, comemora-se com júbilo que o judeu conseguiu ler a Torá inteira durante o ano, e em Simchát Torá o ciclo de leitura termina e imediatamente, no mesmo dia, se recomeça a leitura da Torá. Sobre tal festa, escreveu o rabino Joseph Ber Soloveichik:

“Simchát Torá significa a Alegria da Torá. Isso significa que não basta que um judeu sinta-se feliz com a Torá; a Torá também precisa sentir-se feliz com ele.”

Aprende-se com as lições do citado rabino que não adianta ler a Torá, mas cumprir os mandamentos do ETERNO.

Segundo Yochanan/João 7:1-6,10 e 17, Yeshua participou de todos os dias da festa de Sukot. Ora, se Shemini Atseret é a convocação sagrada no oitavo dia de Sukot, conclui-se que o Mashiach guardou esta solenidade, pois todos os israelitas voltaram para suas casas somente após a conclusão da festa, e Yeshua estava no meio deles (Jo 7:53).


Pr. Bruno Alves

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

SHAVUOT (Pentecostes)

SHAVUOT (Pentecostes)


Assim prescreve a Torá acerca da festa de shavuot (“semanas”), conhecida popularmente como “pentecostes”:
“Depois para vós contareis desde o dia seguinte ao shabat (sábado), desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão”.
Até ao dia seguinte ao sétimo shabat (sábado), contareis cinquenta dias; então oferecereis nova oferta de alimentos a YHWH.
Das vossas habitações trareis dois pães de movimento; de duas dízimas de farinha serão, levedados se cozerão; primícias são a YHWH.
Também com o pão oferecereis sete cordeiros sem defeito, de um ano, e um novilho, e dois carneiros; holocausto serão a YHWH, com a sua oferta de alimentos, e as suas libações, por oferta queimada de cheiro suave a YHWH.
Também oferecereis um bode para expiação do pecado, e dois cordeiros de um ano por sacrifício pacífico.

Então o sacerdote os moverá com o pão das primícias por oferta movida perante YHWH, com os dois cordeiros; santos serão a YHWH para uso do kohen (sacerdote).
E naquele mesmo dia apregoareis que tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; estatuto perpétuo é em todas as vossas habitações pelas vossas gerações.
E, quando fizerdes a colheita da vossa terra, não acabarás de segar os cantos do teu campo, nem colherás as espigas caídas da tua sega; para o pobre e para o estrangeiro as deixarás. Eu sou YHWH vosso Elohim.” (Levítico 23:15-22).
No Judaísmo, comemora-se na festa de shavuot os primeiros frutos da colheita de cereais e o dia em que o ETERNO entregou a Torá no Sinai. Por tal motivo, esta festa é de extrema relevância, pois a Torá é a base do Judaísmo de Yeshua (Mateus 5:17-19).
Ademais, foi durante a festa de shavuot que os discípulos ficaram cheios da Ruach HaKodesh (espírito de santidade ou “Espírito Santo”), e Kefá (Pedro) começou a anunciar com ousadia a morte e a ressurreição de Yeshua:
“Chegou a festa de Shavuot, e os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar.
E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.
E todos foram cheios da Ruach HaKodesh [espírito de santidade ou “Espírito Santo”], e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem.

"Então Pedro levantou-se com os onze e, em alta voz, dirigiu-se a eles...” (Atos 2:1-4 e 14).

Todos aqueles que creem em Yeshua sabem a importância dos eventos ocorridos no capítulo segundo de Atos dos Apóstolos.  Consequentemente, a festa de shavuot também nos lembra deste grande dia e de todos os gloriosos dias em que os emissários (“apóstolos”) pregaram a mensagem de Yeshua, manifestando inúmeros milagres operados pelo ETERNO.
Como Cristãos, devemos nos espelhar nos emissários (“apóstolos”) e pregar a mensagem de arrependimento para que os homens abandonem seus pecados e se voltem para Elohim, recebendo o perdão pelo reconhecimento do sacrifício expiatório de Yeshua HaMashiach (Atos 2:38). Nesta jornada, devemos ainda, em nome de Yeshua HaMashiach, curar enfermos e expulsar demônios (Marcos 16:17 e 18).


Mais uma festa mencionada, mais um estudo para enriquecer seu conhecimento que Deus abençoe a todos, divulgue o blog para seus amigos através das redes sociais! Ajude a levar conhecimento para as pessoas que você ama. Forte abraço que esse estudo seja benção para sua vida. Shalom


Pr. Bruno Alves

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

PESSACH (Páscoa)

PESSACH (Páscoa)


A celebração da festa de Pessach (Páscoa) foi designada pelo ETERNO:
“No mês primeiro, no décimo quarto dia do mês, entre o pôr do sol e as trevas completas, é pessach (páscoa) para YHWH.” (Levítico 23:5).
 Esta festa celebra a redenção da escravidão de Israel no Egito (Êxodo 12), sendo comemorada no 14º dia do primeiro mês. Vale destaca que, à luz das Escrituras, o primeiro mês é o de aviv, não se relacionando com o primeiro mês romano (janeiro). E mais: a páscoa cristã (católica e evangélica) não é celebrada no dia determinado pelo ETERNO e, por isso, nada tem que ver com a verdadeira festa designada nas Escrituras.

Alegramo-nos com a festa de pessach, pois recordamos as maravilhas que o ETERNO fez para libertar o nosso povo do jugo egípcio, denotando sua fidelidade, graça e compaixão para conosco.

Consoante a narrativa de Lucas, Yeshua e sua família participavam todos os anos de pessach em Yerushalayim (Jerusalém), denotando que os pais do Mashiach eram fiéis ao cumprir o mandamento relativo a tal festa:

“Ora, todos os anos iam seus pais a Yerushalayim (Jerusalém) à festa de pessach.” (Lucas 2:41).
Já na fase adulta, Yeshua continuou a guardar pessach:
“E estava próxima pessach, e Yeshua subiu a Yerushalayim (Jerusalém).” (João 2:13).
Foi durante a celebração de pessach que Yeshua, reunido com seus talmidim, proferiu as famosas palavras:

 “Peguem e comam; isto é o meu corpo. Ele também pegou um cálice de vinho, disse uma b’rachá [benção], e o deu a eles, dizendo: Bebam dele todos vocês. Porque este é o meu sangue, que confirma a Aliança Renovada ou Nova Aliança, meu sangue derramado a favor de muitos, para que tenham os pecados perdoados.” (Mateus 26:26-28).
Por conseguinte, se em pessach (páscoa) o cordeiro foi imolado e seu sangue aplicado na casa dos filhos de Israel para livrá-los da morte dos primogênitos (Êxodo 12), paralelamente, Yeshua é o cordeiro de pessach que derramou o seu sangue para a remissão dos pecados de seus fiéis. Yeshua é o “Cordeiro de Elohim que tira o pecado do mundo” (João 1:29).
Sha’ul afirmou que Yeshua é nosso Pessach, razão pela qual os netsarim celebravam esta festa (como todas as outras bíblicas) no primeiro século:
Porque o Mashiach (Messias), nosso Pessach, já foi sacrificado.
Pelo que celebremos a festa (1ª Coríntios 5: 7-8).
Cabe aqui registrar que, no momento em que Yeshua estava celebrando pessach, disse a seus discípulos: “Isto é meu corpo, dado por vocês; façam isto em memória de mim” (Lc 22:19). Isto o que? A celebração de pessach! Ou seja, Yeshua ordenou que a cada comemoração de pessach, em que um cordeiro era sacrificado, seus discípulos lembrassem que Ele é o Cordeiro que tira o pecado do mundo (João 1:29). Assim, Yeshua determinou que a celebração, como ato memorial, de sua morte e ressurreição fosse realizada em pessach, e não em outra data. Portanto, Yeshua nunca instituiu uma “Santa Ceia” ou “Ceia do Senhor”, como pensam equivocadamente os cristãos, mas tão somente prescreveu que no seder (“ceia”) de pessach, ou seja, na alimentação comunal que ocorre nesta festa, houvesse a lembrança de seu sacrifício expiatório.
Ante tais fatos, os netsarim (nazarenos) não celebram a “Santa Ceia” inventada pelo Cristianismo, mas comemoram a morte e a ressurreição de Yeshua na data em que ele determinou: a festa de pessach.
A “Santa Ceia” cristã, tal como celebrada pelos cristãos, tem origem nos rituais pagãos e idólatras, sendo estranha à festa de pessach instituída pelo ETERNO.

“O misticismo associado à Eucaristia (Ceia) é reflexo da influência do misticismo religioso pagão. Mesmo descartando a noção católica da Ceia do Senhor enquanto sacrifício, os modernos cristãos protestantes continuaram abraçando a prática católica da Ceia. A Ceia do Senhor composta por um biscoitinho (ou pedacinho de pão) e um copinho de suco de uva (ou vinho) em nada se assemelha a uma ceia de verdade, o mesmo ocorre na Igreja Católica. O humor é sombrio e taciturno. Como na Igreja Católica, o pastor diz à congregação que cada um tem que se examinar com respeito ao pecado antes de participar dos elementos. Uma prática que veio de João Calvino. Como o sacerdote católico, muitos pastores ministram a ceia e recitam as palavras da instituição: ‘Este é o meu corpo’ antes de distribuir os elementos à congregação. Da mesma forma que a Igreja Católica. Com apenas algumas poucas mudanças, tudo isso vem do catolicismo medieval”. Este é o motivo pelo qual os netsarim da atualidade não realizam o rito pagão denominado “Santa Ceia”, cuja origem está no misticismo católico. Substituem-na pela verdadeira festa determinada pelo ETERNO (pessach), comemorando tanto o episódio da libertação do povo de Yisra’el no Egito quanto e principalmente a morte e ressurreição de Yeshua HaMashiach.

Espero que este post esclareça e seja fonte de inspiração pára que você estude mais acerca desse assunto que é tão presente em nossa liturgia e no livro sagrado que embasamos nossa vida que Deus abençoe a todos e fiquem ligados, pois falaremos em breve sobre outras festas bíblicas.


Pr. Bruno Alves


domingo, 17 de novembro de 2013


Festas bíblicas x festas pagãs qual celebrar?



     Nesta oportunidade quero esboçar um breve estudo sobre as festas bíblicas instituídas pelo ETERNO, celebradas pelos Judeus, contrapondo-as às festas pagãs celebradas pelo Cristianismo.
Relata a Escritura que Sha’ul (Paulo) criticou os cristãos gentios que estavam celebrando festivais pagãos no lugar das festas determinadas pelo ETERNO:
“Outrora, quando vocês não conheciam a Elohim, serviam aos que por natureza não são deuses.
Mas agora, conhecendo a Elohim, ou, antes, sendo conhecidos por Elohim, como vocês retornam outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo querem servir? Vocês guardam dias, e meses, e tempos, e anos pagãos. Temo que os meus esforços por vocês tenham sido inúteis.” (Galutyah/Gálatas 4:8-11)
 
Sobre a interpretação desta passagem, escreveu o rabino James Trimm:

“Mesmo no primeiro século, Paulo criticou aqueles que já estavam tentando incorporar seus feriados pagãos para a fé (Gl 4:8-11). Logo cedo, as festividades pagãs acabaram por substituir as festas bíblicas.” (Operation Kiruv, Study Guide 2).

      Atualmente, o Cristianismo deixou de lado as festas determinadas pelo ETERNO e incorporou várias festas pagãs.

      O Natal, por exemplo, comemorado em 25 de dezembro, nada tem que ver com o nascimento de Yeshua HaMashiach, bastando verificar que as Escrituras não indicam este dia como sendo santo. O Natal tem sua origem na festa romana dedicada ao deus Saturno, com duração de 4 dias, período em que ninguém trabalhava e os amigos e parentes se visitavam e trocavam presentes. Quando o Cristianismo foi oficializado por Constantino, no século IV, a Igreja Romana buscou converter o maior número de pessoas, sincretizando os diversos cultos idólatras com os cultos cristãos, criando-se a mentira de que “Cristo nasceu em 25 de dezembro”.
  
     Por outro lado, a comemoração do Ano Novo também tem origem no paganismo, visto que no primeiro século o imperador Júlio instituiu o Ano Novo em homenagem ao deus Janus, a divindade das portas, passagens, inícios e fins. Verifique que o paganismo está até no nome: comemora-se a passagem de 31 de dezembro para primeiro de Janeiro (mês do deus Janus). Posteriormente, a Igreja Católica Romana também adotou tal festividade idólatra.

     Os netsarim (nazarenos) não comemoravam qualquer festa pagã, inclusive o Natal e o Ano Novo, porque o ETERNO determinou em sua Torá que Seu povo não deveria adotar os costumes malignos das nações:

“Quando entrares na terra que YHWH teu Elohim te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações.” (Devarim/Deuteronômio 18:9).
 
     Sha’ul (Paulo) reforçou o ensino de nos apartarmos do paganismo:

“Não podeis beber do cálice do Senhor e do cálice de demônios; não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa de demônios.” (Curintayah Álef/1ª Coríntios 10:21).
 
     Alguns dizem: “ah, mas todos participam do Natal e do Ano Novo, por que não posso celebrá-los?”. A resposta é simples: devemos escolher a quem iremos servir, a YHWH ou aos demônios. Não é pelo fato de a maioria seguir as festividades pagãs que iremos trilhar o mesmo caminho, lembrando-se que a maioria está perdida, como ensinou Yeshua:

 “... é estreito o portão, e difícil o caminho que conduz à vida, e apenas uns poucos o encontram” (Matityahu/Mateus 7:14).
 
     Em vez de se contaminar com as festas pagãs, o verdadeiro discípulo de Yeshua guarda as festas determinadas pelo ETERNO, que são estatutos perpétuos.

     Nesse primeiro momento estou somente explanando a importância de como discípulos de YESHUA celebrarmos as festas determinadas pelo Eterno e não as festas pagãs que nos ensinaram a celebrar fique ligado estarei postando sobre as festas que o Eterno Deus quer que celebremos e o significado de cada uma delas aqui no blog.

Que o Eterno Deus abençoe a todos.


Pr. Bruno Alves 

sábado, 24 de agosto de 2013

O Holocausto

   

    A palavra Holocausto em grego antigo: ὁλόκαυστον, ὁλον [todo] + καυστον [queimado]




    Essa palavra tem origens remotas em sacrifícios e rituais religiosos da Antiguidade, em que plantas e animais (e até mesmo seres humanos) eram oferecidos às divindades, sendo completamente queimados durante o ritual. A partir desse uso, holocausto quer dizer cremação dos corpos (não necessariamente animais). Esse tipo de imolação corpórea também foi usado por tribos judaicas, como se evidencia no Livro do Êxodo: Então, Jetro, sogro de Moisés, trouxe holocausto e sacrifícios para Deus; (…). Também é encontrada referência na bíblia católica, onde a palavra holocausto é citada no Livro do Êxodo, capítulo 40, versículo 6: E porás o altar do holocausto diante da porta do tabernáculo da tenda da revelação. Essa mesma passagem é descrita da seguinte forma na Bíblia do Rei Jaime (The Holy Bible - King James Version) na mesma passagem (Livro do Êxodo, capítulo 40, versículo 6): Então deverás colocar o altar de queima das oferendas perante a porta da tenda da congregação. Essa versão é traduzida do original em inglês, And thou shalt set the altar of the burnt offering before the door of the tabernacle of the tent of the congregation.


    A partir do século XIX a palavra holocausto passou a designar grandes catástrofes e massacres, até que após a Segunda Guerra Mundial o termo Holocausto (com inicial maiúscula) foi utilizado especificamente para se referir ao extermínio de milhões de pessoas que faziam parte de grupos politicamente indesejados pelo então regime nazista fundado por Adolf Hitler. Havia judeus, militantes comunistas, homossexuais, ciganos, eslavos, deficientes motores, deficientes mentais, prisioneiros de guerra soviéticos, membros da elite intelectual polaca, russa e de outros países do Leste Europeu, além de ativistas políticos, Testemunhas de Jeová, alguns sacerdotes católicos, alguns membros mórmons e sindicalistas, pacientes psiquiátricos e criminosos de delito comum.


    Mais tarde, no correr do julgamento dos responsáveis por esse extermínio, o termo foi sendo aos poucos adotado somente para se referir ao massacre dos judeus durante o regime nazista.


    Todos esses grupos pereceram lado a lado nos campos de concentração e de extermínio, de acordo com textos, fotografias e testemunhos de sobreviventes, além de uma extensa documentação deixada pelos próprios nazistas com o saldo de registros estatísticos de vários países sob ocupação. Hoje, já se sabe aproximadamente o número de mortes. Morreram 17 milhões de soviéticos (sendo 9,5 milhões de civis); 6 milhões de judeus; 5,5 milhões de alemães (3 milhões de civis); 4 milhões de poloneses (3 milhões de civis); 2 milhões de chineses; 1,6 milhão de iugoslavos; 1,5 milhão de japoneses; 535.000 franceses (330.000 civis); 450.000 italianos (150.000 civis); 396.000 ingleses e 292.000 soldados norte-americanos.






    Atualmente, o termo Holocausto é novamente utilizado para descrever as grandes tragédias, sejam elas ocorridas antes ou depois da Segunda Guerra Mundial. Muitas vezes a palavra holocausto tem sido usada para designar qualquer extermínio de vidas humanas executado de forma deliberada e maciça, como aquela que resultaria de uma guerra nuclear, falando-se por vezes de holocausto nuclear.


    Shoá (השואה), também escrito da forma Shoah, Sho'ah e Shoa, que em língua iídiche (um dialeto do alemão falado por judeus ocidentais ou asquenazitas) significa calamidade, é o termo desse idioma para o Holocausto. É usado por muitos judeus e por um número crescente de cristãos, devido ao desconforto com o significado literal da palavra holocausto, de origem grega e conotação relacionada com a prática de expiação de pecados por incineração; os defensores dessa substituição argumentam que é teologicamente ofensivo sugerir que o massacre de judeus da Europa foi um sacrifício a Deus. É no entanto reconhecido que o uso corrente do termo holocausto para referir-se ao extermínio nazista não tem essa intenção.


    Similarmente, muitas pessoas ciganas usam a palavra porajmos (poráimos), significando devorar, para descrever a tentativa nazista do extermínio do grupo.


    Espero que essas informações sejam uteis para agregar valores ao teu conhecimento que Deus abençoe a todos em nome de Jesus.



Pr. Bruno Alves

quinta-feira, 22 de agosto de 2013






O Senhor Jesus foi enfático ao fazer oposição entre o amor ao dinheiro e o serviço a Deus (Mt 6:24). Para ele, ambos são mutuamente excludentes. Entretanto, deve ficar claro que o Mestre não condenou em momento algum o uso do dinheiro. O ministério de Jesus foi apoiado financeiramente (Lc 8:3), de tal forma que havia um tesoureiro entre os discípulos (Jo 12:6). É importante frisar esse aspecto para que não se caia no extremo de condenar a utilização do dinheiro como meio de troca. Então, como já está evidente no próprio versículo, Jesus fazia referência ao “amor ao dinheiro”, que em outras palavras refere-se à centralidade que ele tem na vida de muitos homens, no lugar de Deus.

    Como em quase tudo na vida, o que Deus leva em consideração não é o que fazemos, mas a motivação com que fazemos. Assim, não há nada de errado em se querer ganhar mais dinheiro. Contudo, Deus sonda nossos corações e sabe o porquê de querermos prosperar financeiramente. E é neste ponto em que está o cerne da mensagem que Cristo quis passar.
O amor ao dinheiro nada mais é que o amor a si mesmo. Ter mais dinheiro é, em geral, sinônimo de status, poder e conforto. Tudo isso, entretanto, está ligado ao desejo da carne, e não às aspirações de um cristão preocupado com o Reino de Deus. O dinheiro possibilita a satisfação de desejos e ambições que em um ser humano não regenerado nada têm a ver com a vontade de Deus.

    Entretanto o que de fato me preocupa não é a forma como o ímpio faz uso de seu dinheiro, mas como cristãos, ou mais precisamente os evangélicos, o tem gasto. Eu fico intrigado ao ver carrões estacionados em frente às igrejas, muitas vezes trocados anualmente, enquanto alguns membros da mesma comunidade padecem com a falta do mínimo para viver. Pergunto-me se estou sendo radical ao me incomodar com o desfile de vestidos e joias a cada novo culto ou se só eu estou vendo que a vaidade parece gritar mais alto que as vozes que adoram a Deus durante o louvor. Não consigo ver coerência entre o discurso de priorizar o Reino de Deus sobre todas as coisas e o tratamento que muitos empresários cristãos dão a seus empregados, submetendo-os a um regime de trabalho quase escravista na ânsia de obter mais lucros.

    A sensação que me vem ao conversar com alguns cristãos é de que o dízimo é uma taxa que permite a livre utilização dos outros 90% unicamente na satisfação de desejos egoístas. E aí vem os tablets e smartphones para todos os membros da família, além das roupas e calçados de marca, sem se esquecer dos óculos de grife e demais utensílios que possam adornar o corpo e tapar, ainda que só por um breve momento, o buraco existencial que existe na alma.

    Como eu já disse anteriormente, as palavras de Jesus trazem um ensino bem mais profundo que uma leitura superficial do texto possa sugerir. O centro da questão está relacionado ao chamado feito a cada um de nós para negar a si mesmo e carregar a própria cruz (Lc 9:23). Alguém que ama o dinheiro ama muito mais a si próprio que a Deus e a seu próximo. Quem ama o dinheiro está preocupado em satisfazer a si mesmo muito mais que agradar a Deus ou ajudar a alguém necessitado.
 
    O amor ao dinheiro apenas revela o que há por trás da máscara que vestimos. Mas o que mais me entristece e preocupa é que eu e você podemos estar vestindo a máscara da religião, tentando maquiar com dízimos e ofertas o Mamom que pode estar reinando em nossos corações. Que Deus tenha misericórdia de nós!




Pr. Bruno Alves

sábado, 27 de julho de 2013

A origem do batom






O batom (do francês bâton ) é seguramente um dos hábitos mais antigos do universo da ornamentação feminina. A sua origem remonta ao tempo dos egípcios quando as mulheres tinham o costume de usarem pedras semi-preciosas em torno dos olhos e dos lábios. No entanto, contrariamente ao que é normal referir-se, o uso de corantes para decorar os lábios não foi instituído por Cleopatra. No museu de Berlim, na Alemanha, pode-se ver no busto de Nefertiti, a rainha egípcia esposa do faraó Akhenaton, que os lábios femininos já eram pintados mil anos antes da era de Júlio César. No mundo antigo eram utilizados produtos naturais para se pintar os lábios. As mulheres gregas usavam uma raiz vermelha chamada “polderos” misturada com cera de mel para dar um aspecto mais saudável e úmido aos lábios. As mulheres das altas classes do Egito usavam “púrpura de Tyr” que nada mais era que uma tinta, bastante rara, produzida na cidade fenícia de Tiro. O batom começou a ganhar mais popularidade na Inglaterra através do século XVI, durante o reinado da rainha Elizabeth I. Criou-se então um padrão de moda feminina em que a cara era tornada o mais branca possível, com a ajuda de cremes, e assim contrastava com os lábios bem vermelhos. Por essa altura o batom era confeccionado a partir de cera de abelha e tintas vegetais.
No início do século passado, um perfumista francês de nome Rhocopis, criou o que baptizou de “baton serviteur” (bastão servidor), que consistia simplesmente numa massa de talco, óleo de amêndoas, essências de bergamota e limão, de cor vermelha e que era vendido numa embalagem de papel de seda. Num ápice esta invenção conquistou as atrizes e prostitutas do mundo inteiro. Talvez devido a isso, só após a Primeira Guerra Mundial é que as donas de casa perderam o preconceito e começaram a aderir à moda do batom vermelho. O formato dos batons também passou por processos de modernização. Por volta do ano de 1915, apareceu nos Estados Unidos um derivado do “baton serviteur”: um colorante labial em forma de um pequeno tubo metálico. A sua aceitação na América do Norte foi quase instantânea. Em 1921 a revista Vogue publicitava esse “tubinho” como um acessório de elegância que todas as mulheres de classe deveriam possuir. A fórmula sólida do batom só teve início na década de 1930. Mesmo assim a receita básica não sofreu radicais mudanças. Ela é, até hoje, uma dispersão de cores em uma base gordurosa, permitindo assim a fácil aplicação de uma camada uniforme. Com a evolução da indústria cosmética, atualmente o batom não dá apenas cor, mas também protege a pele delicada dos lábios contra o frio, o vento e o sol.


Espero ter agregado algum tipo de valor a todos vocês grande abraço.


Pr. Bruno Alves

domingo, 16 de dezembro de 2012

É pecado o crente ingerir bebida alcoólica?







Em todos os assuntos não tão claros na Palavra de Deus precisamos ouvir, comparar, observar, orar, ler e confiar na paz de Deus sobre o nosso arbítrio. A resposta sempre virá do Senhor para os nossos corações. Aquilo que é pecado para uma pessoa pode não ser para outra e não estou falando da ótica humana, mas aos olhos do próprio Deus. Exemplo, em Romanos 14, alguns podiam comer carne sem pecar, pois já tinham vencido o problema antigo de oferecer carne aos ídolos. No entanto, outros não podiam, pois ainda tinham problema com a consciência e lembravam de seu tempo de idolatria. Nenhum dos dois estava em pecado, exceto se fizesse aquilo que sua consciência proibia. Portanto, o assunto em si é neutro, comer ou não comer carne, mas o princípio da consciência não.

Quanto à bebida fermentada ou alcoólica, não há proibição na Palavra de Deus quanto ao uso do vinho. No entanto, há proibição quanto a bebidas de cereais, também conhecida na Bíblia como "bebida forte". Neste caso, entrariam as bebidas de arroz, de malte, de cevada, trigo, etc. A cerveja, whisky, sachê, a chicha dos índios paacas novos (bebida de milho fermentado) e tudo o que não for uva. Mas acho que isso não vem ao caso, pois entraríamos numa questão muito difícil. Vamos nos limitar ao uso do termo "bebida alcoólica". Não vejo proibição restrita na Bíblia, mas sim uma proibição condicional. O uso moderado não seria proibido. Porém, o que é moderado para alguns não o é para outros. O tipo de bebida também conta. Por exemplo, pesquisadores bíblicos dizem que o vinho mais forte dos tempos bíblicos correspondia a 17 vezes à bebida mais fraca das destilarias dos nossos dias, exemplo, uma dose de martini. A equivalência é de 1/17, ou seja, para que alguém ficasse bêbado nos tempos bíblicos tomando vinho, precisava beber muuuuuito. Uma dose e meia de martini pode deixar alguns desfiguradamente bêbados. Portanto, sejamos sensatos na questão de moderação.

A nova lei da tolerância zero está sendo bem coerente, finalmente, na tentativa de tirar os motoristas perigosos das ruas e estradas. Em 1997, a lei dizia que não podia dirigir com 0,8 grama de álcool por litro de sangue, mudaram para 0,6 grama, o equivalente a dois copos de cerveja. Em 2008, mudaram para 0,2 grama, ou seja, menos de um copo de cerveja. Agora, janeiro de 2012, a proposta de lei é que se torne tolerância zero, ou seja, nem um pingo de cerveja.

Bem, disto isto, não haver proibição bíblica, uso moderado e sensatez sobre as bebidas atuais em comparação ao vinho dos tempos bíblicos, ainda resta mais um detalhe. As pessoas que já sofreram embriagues voluntária uma única vez, deveriam, não obstante a não proibição bíblica de bebidas, nunca mais ingerir qualquer tipo de bebida alcoólica. Se é que existe isso, "beber é para quem sabe", uma única vez de porre é a confirmação de que essa pessoa não "sabe" beber. Quem bebe, mas nunca ficou bêbado, continue se quiser, mas cuidado!

Conheci irmãos em Cristo de Santa Catarina que bebiam vinho nas refeições. Disseram-me que mesmo na região sul, há crentes, e não somente os crentes, que não bebem porque já tiveram algum problema com bebida. Portanto, é necessário reavaliar essa conversa de que não faz mal beber dependendo da região. Em qualquer região do mundo, se alguém já ficou bêbado por não beber moderadamente, essa pessoa não deve mais beber, não importa que seja de Portugal, Chile, Alemanha, Polônia (vodka) ou do Rio Grande do Sul.

A moderação bíblica exige, portanto, que ninguém se torne reincidente. Não é necessário o segundo porre para que haja proibição. Nesse caso, se você já ficou bêbado uma vez, pode ter certeza, para você a bebida é pecado. É minha opinião.

Acho que esse artigo não tem valor algum para muitas pessoas, glória a Deus por isso, mas pode ser uma bênção para alguns. Certo que será polêmico para outros tantos. Particularmente, decidi não beber nenhum tipo de bebida. Nem energéticos tipo Red Bull, pois há relatos assustadores dessas bebidas cafeinadas Você sabe que no Canadá recomenda-se a não ingestão de mais de duas latinhas por dia, mesmo sem teor de álcool? Há casos de parada cardíaca com a ingestão de 8 latinhas em cinco horas. Os jovens misturam com Whisky que é altamente prejudicial, pois deixa bêbado sem dormir. Tudo bem, eu tempero salada com vinagre, continue com seu Red Bull.

Jovens, vocês terão que lidar em todos os assuntos como adultos responsáveis pelos seus atos, recebendo os dividendos das boas escolhas e sofrendo as consequências ruins das escolhas não tão boas. A vocês mais maduros e amigos dos “copos”, pensem que talvez já sejam alcoólatras e estejam se enganando com esse papo de “beber só um pouquinho” ou “beber socialmente”. A palavra de Deus é muito clara sobre a bebida e a confusão. Termino com textos da Palavra de Deus: Gênesis 9.21, 19.32, 1 Samuel 1.15, Ester 1.10, Provérbios 20.1, 23.30, 31.4, Isaías 5.22, 28.7, Oséias 4.11, Habacuque 2.5, 1 Coríntios 5.11, Efésios 5.18, 1 Timóteo 3.3,8, 5.23, Tito 1.7, 2.3.

sábado, 26 de maio de 2012

A LEI DO LEVIRATO



O QUE É LEI DO LEVIRATO?
 
 
Antes de explicar o que é a lei do levirato, explicarei quando a lei do levirato passou a ser estebelecida escriturísticamente, e como era seu funcionamento; de fato a lei do levirato, foi estabelecida na escritura sob a legislação de Moisés, leiamos em (João 1:17 parte a) porque a lei foi dada por Moisés; de fato Moisés foi o, homem escolhido por Deus, para receber a lei escrita pelo próprio dedo de Deus(Ex 31:18) e esses fatos provavelmente ocorreram cerca do ano 1405 a 1445 A.C, isso significa que a lei escriturística teve um início na história, e antes desse início ela já existia; todavia ela ainda não estava bem esclarecida e nem detalhada e escrita, porém Deus quis que sua lei fosse escrita e bem esclarecida, e Moisés foi o homem escolhido por Deus, para ser o legislador e orientador do esclarecimento de tal lei.
Vejamos um episódio que ocorreu cerca do ano 430 antes de Moisés nascer; leiamos ao todo (GENESIS 38:7-10) se você tiver lido com bastante atenção, você deve ter notado que no versículo 7 é dito que Deus tirou a vida de um homem chamado ER, e a causa e o modo pelo qual Deus eliminou a ER, não nos é revelada; porém neste versículo a única informação que nos é transmitida a cerca de ER, é que ele era filho filho de JUDÁ e SUÁ, e esposo de TAMAR, e também é dito que ele era mau aos olhos de Deus, e ele morreu sem deixar filhos.
Já no versículo 8 é notado que JUDÁ impôe a ONÃ seu segundo filho a obrigação de casa-se com a viúva TAMAR; com a finalidade de suscitar a ER, e essa impostação feita por JUDÁ, já era costume praticado entre os hebreus, entretanto ainda não era uma lei escriturística.
No versículo 9 é dito que ONÃ soube que seu primeiro filho não seria seu, e sim de seu irmão falecido, sabendo disso, ONÃ resolveu evitar que TAMAR engravidasse; o método utilizado por ONÃ, para evitar que TAMAR engravidasse, já era conhecido e praticado entre os hebreus daquela época; naquela época os recursos utilizados para evitar a gravidez, variava de nação para nação, e de cultura para cultura. Todavia entre os hebreus já havia alguns métodos de controle de natalidade, e o que é controle de natalidade? controle de natalidade em suma significa( meios pelo qual, se evitar filhos em momentos precisos)


TIPOS DE CONTROLE DE NATALIDADE
 
 
Na antiguidade, pouco era os recursos empregados para evitar filhos; entretanto entre os hebreus por exemplo, se praticava a abstinência sexual parcial no periodo em que as mulheres estavam fértil, e também havia a prática de coito interrrompido, e o enxaacamento de sucos de frutas cítricas(limão, lima, laranja etc) que eram introduzidos na parte genital feminina, após as relações sexuais, porém não eram eficientes.
ONÂ fez uso do coito interrompido para evitar que tamar engravidasse; já no versículo 10 é dito que Deus resolveu matar a ONÂ, por causa do que estava fazendo; ao lermos todos estes versículos, muitas questões são levantadas, por exemplo:


ERA A VONTADE DE DEUS ONÂ ENGRAVIDAR TAMAR?
 
 
Se sua resposta é sim, então o pecado de Onã, seria se opor a vontade de Deus, e se sua resposta é não, então o pecado de Onã para você seria simplesmente derramar o sêmen na terra. Entretanto Deus queria mesmo, que Onã engravidasse a Tamar, e o meio pelo qual a gravidez poderia ocorrer, era mediante a concepção, porém Onã estava evitando aquela concepção, mediante o derramamento do sêmen na terra; com isso deduzimos que o pecado de Onã, foi se opor a vontade de Deus ao desperdiçar a semente que iria causar a concepção, pois a causa pela qual o derramamento daquela semente tornou-se pecado, era porque sria mediante aquela semente, que Onã deveria e poderia realizar a vontade de Deus.


QUAL FOI O PECADO DE ONÃ?


Em primeiro lugar, o pecado de Onã foi um pecado diretamente contra Deus, pois Onã não levou em consideração alguns princípios que havia e seria estabelecido nas escrituras, e com isso ele desobedeceu a Deus.
1. Onã desonrou seu pai, Gn 38:8 e Ex 20:12 e Ef 6:1,2
2.Onã desonrou seu irmão falecido, Dt 25:5
3.Onã desonrou Tamar, por não querer fecunda-la Dt 25:6
Então, com essa série de violações, Onã estava violando a lei do Levirato, que seria estabelecida escriturísticamente.


QUANDO FOI QUE ONÃ PECOU?



Onã começou a pecar quando ele soube que sua semente não seria sua; e após isso, ele passou a pensar em evitar a gravidez de Tamar, e ele não tinha nenhuma justificativa para evitar a concepção, e ele fez uso do coito interrompido para evitar que Tamar engravidasse, e esta ação que ele praticava, era apenas o reflexo externo do que ele já tinha decidido em seus pensamentos; pois o pecado inicia-se no pensamento(coração) do homem, confira em:(Sl 44:21) (Sl 66:18)(Sl 119:1) (Jr 20:12)(Jr 17:9 )( Gn 6:5 )(1 Cr 28:9)( Fl 4:8 ) (Mt 5:28)(Mt 12:34)(Hb 4:12)
( 1Co 3:20)( 1Jo 3:20)(Ap 2:23) com isso deduzimos que Onã poderia até pensar em fazer uso da abstinência sexual parcial, ou qualquer outro método para evitar a gravidez de Tamar, e mesmo assim ele estaria pecando, pois ele estaria se abstendo de relação sexual para evitar que Tamar engravidasse.
Obs: havia uma causa pela qual Onã deixava o sêmen cair na terra, e esta causa era para não dar descendência a seu irmão; a ordem dada a Onã, era para ele engravidar Tamar, e a gravidez só poderia ocorrer, se ele fizesse a introdução do sêmen, porém Onã não fazia a introdução do sêmen, e com isso ele estava desobedecendo a ordem de engravida-lá, então o derramamento daquela semente, tornou-se pecaminosa, devido o motivo pelo qual Onã estava derramando. O pecado de Onã era evitar aquela semente singular, e não aquelas sementes no plural. Onã poderia até mesmo evitar outros filhos, porém ele não tinha o direito de evitar aquele filho. Onã não estava abrindo mão de sua posteridade, e sim abrindo mão de suscitar posteridade a seu irmão, porém Onã só poderia gerar posteridade para si, se ele primeiro gerasse para seu irmão, todavia Onã não queria abrir mão da primogenitura de seu primeiro filho que poderia nascer; com isso Onã preferiu evitar gerar filho, do que gerar o filho, e o filho não ser dele. Deus sabia que Onã iria manter essa decisão, de modo obstinado, e se essa decisão fosse mantida até o final, ela evitaria que houvesse o surgimento de uma posteridade primogênita para ER, que também era filho primogênito de Judá; seria e foi dessa posteridade que tinha de surgir e surgiu de maneira magnífica o (Messias, Cristo, Jesus, Filho de Deus e Deus).
Leia o livro da genealogia de Jesus Cristo Filho de Davi, Mt 1:1-17 é possivel notar, que na árvore genealógica de Jesus, consta o nome do filho primogênito de tamar com Judá, melhor dizendo Perez. Com isso também deduzimos que se tamar não desse a luz a Perez, não haveria a árvore geneológica de Jesus; pois ela não poderia ser formada.
Dá para notar que de fato o pecado de Onã era gravíssimo, e como ele não queria suscitar o filho que poderia ser participante da árvore geneológica de Jesus, era preciso que ele morresse, para que tamar ficasse livre; note que ela só engravidou de Judá depois de está viúva, pois se ela engravidasse de alguém, estando ainda casada, ela seria uma adultera, e ela seria queimada mesmo estando grávida, (Gn 38:24).



O VIGOR ESCRITURÍSTICO DA LEI
 
 
Após Deus ter escolhido Moisés, ele passou a lei a Moisés, bem organizada e esclarecida, e a parte que se tratava do levirato, foi bem estruturada e esclarecida, e a lei do levirato era a lei que tratava de assuntos relacionados a convivência entre irmão sanguíneos, e esta lei era composta de três aspectos, sendo que um desses aspectos é bastante é bastante enfatizado.
1. um homem não poderia descobrir a nudez da mulher de seu irmão (Lv 18:16)
2. havia consequências, para o homem que se deitasse com a mulher de seu irmão (Lv 20:21) que provavelmente seria a morte de ambos.
3. Se o filho primogênito morresse sem deixar filhos, seu irmão teria que casarsse com a viúva, e suscitar semente ao finado, para que o nome do falecido não se apagasse de Israel(Dt 25:5,6), porém se o irmão do falecido não quisesse cumprir esta lei, ele passaria por uma sanção cerimonial,(25:7-10), e com o funcionamento da lei escriturística, Deus mediante Moisés, estabeleceu diversos mandamentos que os israelitas deveriam obedecer, e estes foram escritos no (TORA), lei de Deus, com a finalidade de informar-los.
A cerca da menstruação(Lv 15:19-30)
A cerca do fluxo seminal(Lv 15:10-15)
A cerca da emissão do esperma( Lv 15:16,17)
A cerca do parto(Lv 12:1-8)
A cerca da comida(Lv 11:1-47)
A cerca da lepra( Lv 13:1-59)
A cerca do leproso(Lv 14:1-32)
A cerca da lepra na casa(Lv 14:33-57)
A cerca do comer sangue(Lv 17:10-16)
A cerca de casamentos ilicitos( Lv 18:1-30)
 
Agora eu pergunto, onde está escrito com exatidão a lei acerca da proibição do coito interrompido; se de fato esta prática realizada entre casados era censurada por Deus, deveria ao menos haver uma pequena clásula de censura, contida na (TORA), porém quero salientar, que algumas pessoas acreditam, que o pecado de Onã, seria somente o de derramar o sêmen na terra, ou seja, o desperdício de espermatozóide; de fato é muito interessante esta linha de raciocínio, existi também alguns que seguindo este mesmo princípio de raciocínio, acreditam que se derramarem um pouco de água( que é um elemento essencial para a vida) na terra, ou seja, se desperdiçarem água, estarão pecando gravemente, e também há outros mais extremistas ainda, que chegaram ao ponto de acreditar que se uma mulher cortar 2 cm de seu cabelo, ela estará pecando contra o crescimento natural do cabelo, pois o surgimento dos fios capilares no tecido cabeludo, é feitura de Deus, e não deve de modo algum ser modificado.
Se eu fosse mencionar todas as linhas de pensamentos absurdos, acerca de má interpretações de textos das sagradas escrituras, era preciso escrever um livro, porém este não é o meu objetivo.


VIDA CONJUGAL
 
 
De fato o casamento é uma instituição divina e deve ser preservado; pois no princípio, quando Deus criou o primeiro casal, ele concedeu uma benção especial, chamada capacidade de procriação, ou seja, quando Deus estabeleceu o casamento, ele estabeleu algumas definições para o casamento, e uma delas era a procriação, e a procriação era a incumbência concedida a Adão e Eva, para multiplicasse mediante a fecundação( Gn 1:28) e com essa capacidade de fecundação, eles poderiam gerar filhos, porém esta finalidade só poderia ocorrer mediante um meio, e este meio também foi estabelecido por Deus; biblicamente só se pode ocorrer a fecundação mediante o meio chamado relação sexual, e com isso concluímos que(inseminação artificial deve ser repudiada) a gravidez somente mediante relação sexual.
E relação sexual, somente pode ocorrer em matrimônio legalizado diante de Deus e da sociedade; fora disto toda e qualquer relação sexual é pecaminosa, ou seja, não pode haver sexo antes do casamento, e também o casamento tem que ser monógamo, e entre heterossexuais, só dessa maneira o casamento é legítimo, com isso afirmo que é condenável por Deus, o casamento de homossexual e de lesbícas, e deve ser repudiado pela sociedade, tamanha infãmia.
 
 
 
MÉTODOS ANTICONÇEPCIONAIS
 
 
 
Agora irei tratar deste assunto, que é muito complexo; diversas são as opiniões acerca de é ou não pecado fazer uso de métodos anticoncepcionais, para evitar filhos em momentos inapropriados.
Os mais radicais que acreditam que todos os métodos anticonçepcionais (preservativos, pílulas, coito interrompido etc)são pecaminosos, alegam que o fato ocorrido com Onã, é a maior evidência que o desperdício de sêmen é pecaminoso, e eles chegam a comparar o grau da ação feita por Onã, com a ação de se masturbar, e com isso, eles deduzem que o pecado de Onã é o equivalente ao pecado de masturbação, e também eles crêem, que o único meio correto para evitar filhos, é a abstinência de sexo, parcial ou definitiva, e também orar com fé no nome do senhor, para que Deus feche a madre.
De fato eles tem razão em crer, que masturbação é pecado, porém há uma distinção tremenda entre o desperdício de sêmen mediante a masturbação e o desperdício de sêmen na ação praticada por Onã, e a distinção está no motivo pelo qual se expele o sêmen.
Também é possível crer, que é correto fazer abstinência sexual parcial, de maneira mútua, ou seja, quando há acordo entre os cônjuges(Leia 1 Co 7:4-6)
A mulher NÃO tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido NÃO tem poder sobre seu próprio corpo, e sim a mulher. NÃO VOS PRIVEIS um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, para vos dedicardes a ORAÇÃO, e novamente vos ajuntardes, para que satanás não vos tente por causa da incontinência. E isto vos digo como concenssão e não por mandamento. Você deve ter notado que o mandamento é para NÃO SE PRIVAR, ou seja, não abster-se de relações, e em seguida o apóstolo afirma, que talvez eles possam abster-se de relação, por consentimento mútuo, por pouco tempo, e só se a causa for para dedicardes a ORAÇÃO, porém o que significa esse talvez que é dito por Paulo?
Significa que talvez por concessão( consentimento, permissão) e não por mandamento eles poderiam privar-se de relação. Por que não é mandamento privar-se de relação; o mandamento é para não privar-se, e se fosse mandamento abster-se de relação, então não haveria possibilidade de haver a gravidez; e com isso deduzimos que aqueles que fazem propositalmente a abstinência definitiva de sexo dentro do casamento, estão pecando, pois a abstinência definitiva proposital, só deve ser aderida por aqueles, que optam pelo celibato(Mt 19:10-12)
e tem mais, aqueles que fazem abstinência dentro do casamento estão correndo maior risco de ceder ao adultério, pois Paulo afirmou o seguinte: e novamente vos ajuntardes, para que satanás não vos tente por causa da incontinência(abstinência de sexo no casamento) nós possivelmente até podemos fazer uso da abstinência sexual parcial, para evitar filhos, entretanto Paulo afirmou que talvez, poderia abster-se de sexo, para a ORAÇÃO, note que a única causa, que o apóstolo acha que talvez, permitiria a abstinência temporária de sexo, seria para a ORAÇÃO, e não para evitar filhos; porém a lei de Moisés, havia um mandamento de abstinência sexual parcial natural, ou seja, o homem não poderia ter relação sexual com sua mulher, quando ela estava em período de menstruação(Lv 15:19-30)e isto ainda é válido para nós.
Já a abstinência perpétua dentro do casamento, só é aceita em caso de um dos cônjuges sofrer algo que lhe leve a invalidez sexual, e neste caso a abstinência seria acidental, e não proposital, e também quando é natural, mediante o envelhecimento dos cônjuges, só assim nos convém a abstinência.
 
 
 
A ORAÇÃO DA FÉ PARA FECHAR A MADRE
 
 
 
Outros acreditam na possibilidade de Deus atender a oração da fé no nome de Jesus, para fechar a madre temporariamente; de fato eu acho incrível, o modo pelo qual alguns acreditam nesse tipo de oração, e chego até pensar que esse tipo de oração poderia ser aceito e atendida por Deus, entretanto Deus é Deus que atende a oração para abrir a madre(Is 66:9), em toda a bíblia não se ver um só caso, em que alguém orou para que Deus fechasse sua madre, todavia há vários casos de pessoas que eram estéril, e foram curadas dessa maldição, mediante a oração da fé.
( Rebeca Gn 25:21) (Raquel Gn 29:31 e 30:2,22,23)
(Isabel Lc 1:5,7) (Mulher de Manoá Jz 13:2,3)
(Ana 1Sm 1:6,19,20) todas essas mulheres obtiveram suas curas mediante a oração da fé, e com isso deduzimos que a oração deve ser feita para receber a cura, e não para ficar estéril, pois se a esterilidade é uma deficiência, então quém orar para ficar estéril, orar para ficar deficiente, e será que este tipo de oração tem apoio bíblico? então o que poderia ser feito idoneamente para evitar filho, quando não há condições finançeiras para mantê-los; esta indagação é feita por milhares de cristãos, que estão com suas consciências pesadas.
 
 
 
Jesus disse em Mateus 11:28-30
 
 
 
Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei, tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração e achareis descanso para as vossas almas porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.

De fato a questão que deve ser por nós ponderada, é a concepção:
Em primeiro lugar eu faço uma pergunta, porventura Deus definiu algum meio pelo qual nós teríamos o direito de evitar a concepção?
sim ou não, a resposta é não, entretanto acreditamos que há causas que justifique o evitar a concepção dentro de um matrimônio, ou seja, há permissão divina; e por último temos que saber como devemos proceder para evitar a concepção.
Há 4 motivos pelo qual pessoas casadas querem evitar a concepção.
 
1. por que já tem filhos demais.
 
2. por que no momento não há condições finançeiras.
 
3. por que a vida da mulher incorre em riscos, se ela tiver mais um filho.
 
4. por que não quer ter filho de jeito nenhum.



QUAL É O SEU MOTIVO?
 
 

O quarto motivo é totalmente condenável por Deus, pois ninguém deve se casar, tendo em mente o pensamento de não querer gerar filhos; exceto se um dos cônjuges for estéril, e neste caso eles estão impossibilitados pela própria natureza, e cabe a eles orarem a Deus, para serem curados de tal mau, ou buscarem recursos na medicina para um tratamento.

Então o primeiro passo que temos que tomar, é saber se algum desses motivos nos autoriza a evitar a concepção, e se algum desses motivos são justificaveis diante de Deus, então acreditamos que há possibilidade de Deus autorizar a evitação da concepção, somente por alguns motivos razoáveis, caso contrário ele não autoriza. Acredito que os três primeiros motivos mencionado acima, são aprovável diante de Deus, então se você tem um motivo justificável diante de Deus, e Deus lhe autoriza evitar a concepção, então agora cabe a você saber qual o procedimento correto para evitar a concepção.
 
 
Os procedimentos são ou não justificaveis em si?
 
 
Não, pois é Deus que pode definir se um procedimento é ou não justificável; e todo meio empregado por nós, se torna pecado, quando opõe se a vontade de Deus.
Exemplo: olhar para uma mulher não é pecado, porém pode tornar-se pecado devido o motivo pelo qual se olha,(Mt 5:28)
outro exemplo: sexo não pecado, porém pode tornar-se pecado, se for realizado fora da vontade de Deus.
Orgulhar-se não é pecado, mas pode tornar-se pecado, se você orgulhasse da mentira, riquezas, mulheres etc.
o mau não estava na árvore do conhecimento do bem e do mau, porém o mal estava e está, em não se fazer a vontade de Deus, pois quando Adão e Eva desobedeceram a vontade de Deus, eles imediatamente perceberam que o mal está em desobedecer a Deus.
 


MEIOS PARA SE EVITAR A CONCEPÇÃO
 
 
Atualmente há diversos métodos para se evitar a gravidez, e estes métodos podem ser classificados em dois grupos: os reversíveis e os irreversíveis.
Os reversíveis são aqueles que usados, oferecem o risco da gravidez acontecer, ou seja, eles não são 100% garantidos, são eles tabela, temperatura, muco, coito interrompido, camisinha, diafragma DIU, espermicidas, pílulas e injeções anticoncepcionais. Os métodos irreversíveis, apartir do momento em que são adotados, não permite nunca mais a gravidez, são eles, a ligadura de trompas na mulher e a vasectomia no homem. Entretanto nos é outorgado somente o direito de usar alguns métodos reversíveis, ou seja, nós até podemos evitar a concepção, porém não devemos aniquilar a possibilidade de conceber filhos, melhor dizendo, não podemos aniquilar a capacidade de engravidar, e isso ocorre mediante os métodos irreversíveis. Hoje em dia a medicina tem se desenvolvida bastante, e nós até podemos usufruir de muitos benefícios provenientes dela, porém devemos ser cautelosos em relação a muitas espécieis de cirurgia já existentes neste ramo, por exemplo: devemos tolerar a cirurgia cesariana, entretanto ela só deve ser feita em caso de necessidade, ou seja, em uma emergência, se o bebê no utero da mãe estiver correndo riscos, caso contrário está cirurgia não deve ser realizada, e o parto tem que ser normal, a cesariana só deve ser feita quando necessária.
Veja que se houvesse a cirurgia cesariana na época de Raquel, esposa de Jacó, ela poderia não ter morrido no momento do parto(Gn 35:16-20).
Outra cirurgia: a ligadura de trompas, esta atualmente está sendo feita com muita facilidade, porém não deveria ser assim, pois esta cirurgia é responsável em aniquilar definitivamente a capacidade de engravidar, pois esta cirurgia só deve ser feita em caso de emergência, ou seja, em caso que a vida da mãe corre risco de morte se ela for ter mais algum filho, somente neste caso é autorizado, pois a cirurgia seria para evitar um risco de morte, pois a vida da mãe, vale mais do que, a vida de um ser ainda não concebido.

PÍPULAS, já no caso de pílulas, isto não é aconselhavel, devido os danos que futuramente será causado no organismo feminino, mediante a continua dosagem de pílulas; não afirmo que seja pecado tomar pílulas, entretanto afirmo que é pecado tomar medicamentos inapropriado para o organismo, ou seja, medicamentos que venha causar danos a saúde da pessoa, então concluo que é bom evitar pílulas anticoncepcionais, principalmente quando não há orientação medica para receitar o medicamento correto para o organismo, pois uma má orientação química poderá acarretar em danos para o usuário desse medicamento.

O DIU (DISPOSITIVO INTRA UTERINO), este é outro método que deve ser evitado, pois segundo alguns estudos em cogitações acerca do DIU, há bastante possibilidade do DIU ser abortivo, e neste caso o método se torna pecaminoso, pos o princípio da vida ocorre na concepção, e se houver algum método que cause aborto, após o óvulo está fecundado, este método deve ser repudiado, pois é pecaminoso.

PRESEVATIVO (camisinha)não é pecaminoso, porém pela falta de hábito no uso, isso pode diminuir a espontaneidade sexual, e com isso é preciso que o usuário se habitue ao uso.

COITO INTERROMPIDO, o coito interrompido significa que uma relação não vai até o fim de forma natural, isto é, o pênis é retirado da vagina antes da ejaculação.
Por isso, é considerada uma forma de se evitar a gravidez, porém não é garantido, porque mesmo antes da ejaculação, ocorre a saída de um grande número de espermatozóide, e além disso, a partir de determinado momento após a penetração, é quase impossivel para o homem controlar o momento de ejacular, sem contar que a preocupação com "gozar fora" normalmente causa insegurança e tensão no casal, o que atrapalha o seu prazer sexual; no entanto a prática do coito interrompido dentro do casamento não é pecado.

TABELINHA, este é o melhor método natural, entretanto não é tão eficiente e seguro, isso devido algumas mulheres terem seu ciclo menstrual irregular, e neste caso a datas quase sempre serão alteradas.
 
 
 
Rogando bençãos sobre sua vida Pessoal, familiar e ministerial. Shalom!
 
 
 
        Conferencista
Pr. Bruno Alves