quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

SHAVUOT (Pentecostes)

SHAVUOT (Pentecostes)


Assim prescreve a Torá acerca da festa de shavuot (“semanas”), conhecida popularmente como “pentecostes”:
“Depois para vós contareis desde o dia seguinte ao shabat (sábado), desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão”.
Até ao dia seguinte ao sétimo shabat (sábado), contareis cinquenta dias; então oferecereis nova oferta de alimentos a YHWH.
Das vossas habitações trareis dois pães de movimento; de duas dízimas de farinha serão, levedados se cozerão; primícias são a YHWH.
Também com o pão oferecereis sete cordeiros sem defeito, de um ano, e um novilho, e dois carneiros; holocausto serão a YHWH, com a sua oferta de alimentos, e as suas libações, por oferta queimada de cheiro suave a YHWH.
Também oferecereis um bode para expiação do pecado, e dois cordeiros de um ano por sacrifício pacífico.

Então o sacerdote os moverá com o pão das primícias por oferta movida perante YHWH, com os dois cordeiros; santos serão a YHWH para uso do kohen (sacerdote).
E naquele mesmo dia apregoareis que tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; estatuto perpétuo é em todas as vossas habitações pelas vossas gerações.
E, quando fizerdes a colheita da vossa terra, não acabarás de segar os cantos do teu campo, nem colherás as espigas caídas da tua sega; para o pobre e para o estrangeiro as deixarás. Eu sou YHWH vosso Elohim.” (Levítico 23:15-22).
No Judaísmo, comemora-se na festa de shavuot os primeiros frutos da colheita de cereais e o dia em que o ETERNO entregou a Torá no Sinai. Por tal motivo, esta festa é de extrema relevância, pois a Torá é a base do Judaísmo de Yeshua (Mateus 5:17-19).
Ademais, foi durante a festa de shavuot que os discípulos ficaram cheios da Ruach HaKodesh (espírito de santidade ou “Espírito Santo”), e Kefá (Pedro) começou a anunciar com ousadia a morte e a ressurreição de Yeshua:
“Chegou a festa de Shavuot, e os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar.
E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.
E todos foram cheios da Ruach HaKodesh [espírito de santidade ou “Espírito Santo”], e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem.

"Então Pedro levantou-se com os onze e, em alta voz, dirigiu-se a eles...” (Atos 2:1-4 e 14).

Todos aqueles que creem em Yeshua sabem a importância dos eventos ocorridos no capítulo segundo de Atos dos Apóstolos.  Consequentemente, a festa de shavuot também nos lembra deste grande dia e de todos os gloriosos dias em que os emissários (“apóstolos”) pregaram a mensagem de Yeshua, manifestando inúmeros milagres operados pelo ETERNO.
Como Cristãos, devemos nos espelhar nos emissários (“apóstolos”) e pregar a mensagem de arrependimento para que os homens abandonem seus pecados e se voltem para Elohim, recebendo o perdão pelo reconhecimento do sacrifício expiatório de Yeshua HaMashiach (Atos 2:38). Nesta jornada, devemos ainda, em nome de Yeshua HaMashiach, curar enfermos e expulsar demônios (Marcos 16:17 e 18).


Mais uma festa mencionada, mais um estudo para enriquecer seu conhecimento que Deus abençoe a todos, divulgue o blog para seus amigos através das redes sociais! Ajude a levar conhecimento para as pessoas que você ama. Forte abraço que esse estudo seja benção para sua vida. Shalom


Pr. Bruno Alves

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

PESSACH (Páscoa)

PESSACH (Páscoa)


A celebração da festa de Pessach (Páscoa) foi designada pelo ETERNO:
“No mês primeiro, no décimo quarto dia do mês, entre o pôr do sol e as trevas completas, é pessach (páscoa) para YHWH.” (Levítico 23:5).
 Esta festa celebra a redenção da escravidão de Israel no Egito (Êxodo 12), sendo comemorada no 14º dia do primeiro mês. Vale destaca que, à luz das Escrituras, o primeiro mês é o de aviv, não se relacionando com o primeiro mês romano (janeiro). E mais: a páscoa cristã (católica e evangélica) não é celebrada no dia determinado pelo ETERNO e, por isso, nada tem que ver com a verdadeira festa designada nas Escrituras.

Alegramo-nos com a festa de pessach, pois recordamos as maravilhas que o ETERNO fez para libertar o nosso povo do jugo egípcio, denotando sua fidelidade, graça e compaixão para conosco.

Consoante a narrativa de Lucas, Yeshua e sua família participavam todos os anos de pessach em Yerushalayim (Jerusalém), denotando que os pais do Mashiach eram fiéis ao cumprir o mandamento relativo a tal festa:

“Ora, todos os anos iam seus pais a Yerushalayim (Jerusalém) à festa de pessach.” (Lucas 2:41).
Já na fase adulta, Yeshua continuou a guardar pessach:
“E estava próxima pessach, e Yeshua subiu a Yerushalayim (Jerusalém).” (João 2:13).
Foi durante a celebração de pessach que Yeshua, reunido com seus talmidim, proferiu as famosas palavras:

 “Peguem e comam; isto é o meu corpo. Ele também pegou um cálice de vinho, disse uma b’rachá [benção], e o deu a eles, dizendo: Bebam dele todos vocês. Porque este é o meu sangue, que confirma a Aliança Renovada ou Nova Aliança, meu sangue derramado a favor de muitos, para que tenham os pecados perdoados.” (Mateus 26:26-28).
Por conseguinte, se em pessach (páscoa) o cordeiro foi imolado e seu sangue aplicado na casa dos filhos de Israel para livrá-los da morte dos primogênitos (Êxodo 12), paralelamente, Yeshua é o cordeiro de pessach que derramou o seu sangue para a remissão dos pecados de seus fiéis. Yeshua é o “Cordeiro de Elohim que tira o pecado do mundo” (João 1:29).
Sha’ul afirmou que Yeshua é nosso Pessach, razão pela qual os netsarim celebravam esta festa (como todas as outras bíblicas) no primeiro século:
Porque o Mashiach (Messias), nosso Pessach, já foi sacrificado.
Pelo que celebremos a festa (1ª Coríntios 5: 7-8).
Cabe aqui registrar que, no momento em que Yeshua estava celebrando pessach, disse a seus discípulos: “Isto é meu corpo, dado por vocês; façam isto em memória de mim” (Lc 22:19). Isto o que? A celebração de pessach! Ou seja, Yeshua ordenou que a cada comemoração de pessach, em que um cordeiro era sacrificado, seus discípulos lembrassem que Ele é o Cordeiro que tira o pecado do mundo (João 1:29). Assim, Yeshua determinou que a celebração, como ato memorial, de sua morte e ressurreição fosse realizada em pessach, e não em outra data. Portanto, Yeshua nunca instituiu uma “Santa Ceia” ou “Ceia do Senhor”, como pensam equivocadamente os cristãos, mas tão somente prescreveu que no seder (“ceia”) de pessach, ou seja, na alimentação comunal que ocorre nesta festa, houvesse a lembrança de seu sacrifício expiatório.
Ante tais fatos, os netsarim (nazarenos) não celebram a “Santa Ceia” inventada pelo Cristianismo, mas comemoram a morte e a ressurreição de Yeshua na data em que ele determinou: a festa de pessach.
A “Santa Ceia” cristã, tal como celebrada pelos cristãos, tem origem nos rituais pagãos e idólatras, sendo estranha à festa de pessach instituída pelo ETERNO.

“O misticismo associado à Eucaristia (Ceia) é reflexo da influência do misticismo religioso pagão. Mesmo descartando a noção católica da Ceia do Senhor enquanto sacrifício, os modernos cristãos protestantes continuaram abraçando a prática católica da Ceia. A Ceia do Senhor composta por um biscoitinho (ou pedacinho de pão) e um copinho de suco de uva (ou vinho) em nada se assemelha a uma ceia de verdade, o mesmo ocorre na Igreja Católica. O humor é sombrio e taciturno. Como na Igreja Católica, o pastor diz à congregação que cada um tem que se examinar com respeito ao pecado antes de participar dos elementos. Uma prática que veio de João Calvino. Como o sacerdote católico, muitos pastores ministram a ceia e recitam as palavras da instituição: ‘Este é o meu corpo’ antes de distribuir os elementos à congregação. Da mesma forma que a Igreja Católica. Com apenas algumas poucas mudanças, tudo isso vem do catolicismo medieval”. Este é o motivo pelo qual os netsarim da atualidade não realizam o rito pagão denominado “Santa Ceia”, cuja origem está no misticismo católico. Substituem-na pela verdadeira festa determinada pelo ETERNO (pessach), comemorando tanto o episódio da libertação do povo de Yisra’el no Egito quanto e principalmente a morte e ressurreição de Yeshua HaMashiach.

Espero que este post esclareça e seja fonte de inspiração pára que você estude mais acerca desse assunto que é tão presente em nossa liturgia e no livro sagrado que embasamos nossa vida que Deus abençoe a todos e fiquem ligados, pois falaremos em breve sobre outras festas bíblicas.


Pr. Bruno Alves


domingo, 17 de novembro de 2013


Festas bíblicas x festas pagãs qual celebrar?



     Nesta oportunidade quero esboçar um breve estudo sobre as festas bíblicas instituídas pelo ETERNO, celebradas pelos Judeus, contrapondo-as às festas pagãs celebradas pelo Cristianismo.
Relata a Escritura que Sha’ul (Paulo) criticou os cristãos gentios que estavam celebrando festivais pagãos no lugar das festas determinadas pelo ETERNO:
“Outrora, quando vocês não conheciam a Elohim, serviam aos que por natureza não são deuses.
Mas agora, conhecendo a Elohim, ou, antes, sendo conhecidos por Elohim, como vocês retornam outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo querem servir? Vocês guardam dias, e meses, e tempos, e anos pagãos. Temo que os meus esforços por vocês tenham sido inúteis.” (Galutyah/Gálatas 4:8-11)
 
Sobre a interpretação desta passagem, escreveu o rabino James Trimm:

“Mesmo no primeiro século, Paulo criticou aqueles que já estavam tentando incorporar seus feriados pagãos para a fé (Gl 4:8-11). Logo cedo, as festividades pagãs acabaram por substituir as festas bíblicas.” (Operation Kiruv, Study Guide 2).

      Atualmente, o Cristianismo deixou de lado as festas determinadas pelo ETERNO e incorporou várias festas pagãs.

      O Natal, por exemplo, comemorado em 25 de dezembro, nada tem que ver com o nascimento de Yeshua HaMashiach, bastando verificar que as Escrituras não indicam este dia como sendo santo. O Natal tem sua origem na festa romana dedicada ao deus Saturno, com duração de 4 dias, período em que ninguém trabalhava e os amigos e parentes se visitavam e trocavam presentes. Quando o Cristianismo foi oficializado por Constantino, no século IV, a Igreja Romana buscou converter o maior número de pessoas, sincretizando os diversos cultos idólatras com os cultos cristãos, criando-se a mentira de que “Cristo nasceu em 25 de dezembro”.
  
     Por outro lado, a comemoração do Ano Novo também tem origem no paganismo, visto que no primeiro século o imperador Júlio instituiu o Ano Novo em homenagem ao deus Janus, a divindade das portas, passagens, inícios e fins. Verifique que o paganismo está até no nome: comemora-se a passagem de 31 de dezembro para primeiro de Janeiro (mês do deus Janus). Posteriormente, a Igreja Católica Romana também adotou tal festividade idólatra.

     Os netsarim (nazarenos) não comemoravam qualquer festa pagã, inclusive o Natal e o Ano Novo, porque o ETERNO determinou em sua Torá que Seu povo não deveria adotar os costumes malignos das nações:

“Quando entrares na terra que YHWH teu Elohim te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações.” (Devarim/Deuteronômio 18:9).
 
     Sha’ul (Paulo) reforçou o ensino de nos apartarmos do paganismo:

“Não podeis beber do cálice do Senhor e do cálice de demônios; não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa de demônios.” (Curintayah Álef/1ª Coríntios 10:21).
 
     Alguns dizem: “ah, mas todos participam do Natal e do Ano Novo, por que não posso celebrá-los?”. A resposta é simples: devemos escolher a quem iremos servir, a YHWH ou aos demônios. Não é pelo fato de a maioria seguir as festividades pagãs que iremos trilhar o mesmo caminho, lembrando-se que a maioria está perdida, como ensinou Yeshua:

 “... é estreito o portão, e difícil o caminho que conduz à vida, e apenas uns poucos o encontram” (Matityahu/Mateus 7:14).
 
     Em vez de se contaminar com as festas pagãs, o verdadeiro discípulo de Yeshua guarda as festas determinadas pelo ETERNO, que são estatutos perpétuos.

     Nesse primeiro momento estou somente explanando a importância de como discípulos de YESHUA celebrarmos as festas determinadas pelo Eterno e não as festas pagãs que nos ensinaram a celebrar fique ligado estarei postando sobre as festas que o Eterno Deus quer que celebremos e o significado de cada uma delas aqui no blog.

Que o Eterno Deus abençoe a todos.


Pr. Bruno Alves 

sábado, 24 de agosto de 2013

O Holocausto

   

    A palavra Holocausto em grego antigo: ὁλόκαυστον, ὁλον [todo] + καυστον [queimado]




    Essa palavra tem origens remotas em sacrifícios e rituais religiosos da Antiguidade, em que plantas e animais (e até mesmo seres humanos) eram oferecidos às divindades, sendo completamente queimados durante o ritual. A partir desse uso, holocausto quer dizer cremação dos corpos (não necessariamente animais). Esse tipo de imolação corpórea também foi usado por tribos judaicas, como se evidencia no Livro do Êxodo: Então, Jetro, sogro de Moisés, trouxe holocausto e sacrifícios para Deus; (…). Também é encontrada referência na bíblia católica, onde a palavra holocausto é citada no Livro do Êxodo, capítulo 40, versículo 6: E porás o altar do holocausto diante da porta do tabernáculo da tenda da revelação. Essa mesma passagem é descrita da seguinte forma na Bíblia do Rei Jaime (The Holy Bible - King James Version) na mesma passagem (Livro do Êxodo, capítulo 40, versículo 6): Então deverás colocar o altar de queima das oferendas perante a porta da tenda da congregação. Essa versão é traduzida do original em inglês, And thou shalt set the altar of the burnt offering before the door of the tabernacle of the tent of the congregation.


    A partir do século XIX a palavra holocausto passou a designar grandes catástrofes e massacres, até que após a Segunda Guerra Mundial o termo Holocausto (com inicial maiúscula) foi utilizado especificamente para se referir ao extermínio de milhões de pessoas que faziam parte de grupos politicamente indesejados pelo então regime nazista fundado por Adolf Hitler. Havia judeus, militantes comunistas, homossexuais, ciganos, eslavos, deficientes motores, deficientes mentais, prisioneiros de guerra soviéticos, membros da elite intelectual polaca, russa e de outros países do Leste Europeu, além de ativistas políticos, Testemunhas de Jeová, alguns sacerdotes católicos, alguns membros mórmons e sindicalistas, pacientes psiquiátricos e criminosos de delito comum.


    Mais tarde, no correr do julgamento dos responsáveis por esse extermínio, o termo foi sendo aos poucos adotado somente para se referir ao massacre dos judeus durante o regime nazista.


    Todos esses grupos pereceram lado a lado nos campos de concentração e de extermínio, de acordo com textos, fotografias e testemunhos de sobreviventes, além de uma extensa documentação deixada pelos próprios nazistas com o saldo de registros estatísticos de vários países sob ocupação. Hoje, já se sabe aproximadamente o número de mortes. Morreram 17 milhões de soviéticos (sendo 9,5 milhões de civis); 6 milhões de judeus; 5,5 milhões de alemães (3 milhões de civis); 4 milhões de poloneses (3 milhões de civis); 2 milhões de chineses; 1,6 milhão de iugoslavos; 1,5 milhão de japoneses; 535.000 franceses (330.000 civis); 450.000 italianos (150.000 civis); 396.000 ingleses e 292.000 soldados norte-americanos.






    Atualmente, o termo Holocausto é novamente utilizado para descrever as grandes tragédias, sejam elas ocorridas antes ou depois da Segunda Guerra Mundial. Muitas vezes a palavra holocausto tem sido usada para designar qualquer extermínio de vidas humanas executado de forma deliberada e maciça, como aquela que resultaria de uma guerra nuclear, falando-se por vezes de holocausto nuclear.


    Shoá (השואה), também escrito da forma Shoah, Sho'ah e Shoa, que em língua iídiche (um dialeto do alemão falado por judeus ocidentais ou asquenazitas) significa calamidade, é o termo desse idioma para o Holocausto. É usado por muitos judeus e por um número crescente de cristãos, devido ao desconforto com o significado literal da palavra holocausto, de origem grega e conotação relacionada com a prática de expiação de pecados por incineração; os defensores dessa substituição argumentam que é teologicamente ofensivo sugerir que o massacre de judeus da Europa foi um sacrifício a Deus. É no entanto reconhecido que o uso corrente do termo holocausto para referir-se ao extermínio nazista não tem essa intenção.


    Similarmente, muitas pessoas ciganas usam a palavra porajmos (poráimos), significando devorar, para descrever a tentativa nazista do extermínio do grupo.


    Espero que essas informações sejam uteis para agregar valores ao teu conhecimento que Deus abençoe a todos em nome de Jesus.



Pr. Bruno Alves

quinta-feira, 22 de agosto de 2013






O Senhor Jesus foi enfático ao fazer oposição entre o amor ao dinheiro e o serviço a Deus (Mt 6:24). Para ele, ambos são mutuamente excludentes. Entretanto, deve ficar claro que o Mestre não condenou em momento algum o uso do dinheiro. O ministério de Jesus foi apoiado financeiramente (Lc 8:3), de tal forma que havia um tesoureiro entre os discípulos (Jo 12:6). É importante frisar esse aspecto para que não se caia no extremo de condenar a utilização do dinheiro como meio de troca. Então, como já está evidente no próprio versículo, Jesus fazia referência ao “amor ao dinheiro”, que em outras palavras refere-se à centralidade que ele tem na vida de muitos homens, no lugar de Deus.

    Como em quase tudo na vida, o que Deus leva em consideração não é o que fazemos, mas a motivação com que fazemos. Assim, não há nada de errado em se querer ganhar mais dinheiro. Contudo, Deus sonda nossos corações e sabe o porquê de querermos prosperar financeiramente. E é neste ponto em que está o cerne da mensagem que Cristo quis passar.
O amor ao dinheiro nada mais é que o amor a si mesmo. Ter mais dinheiro é, em geral, sinônimo de status, poder e conforto. Tudo isso, entretanto, está ligado ao desejo da carne, e não às aspirações de um cristão preocupado com o Reino de Deus. O dinheiro possibilita a satisfação de desejos e ambições que em um ser humano não regenerado nada têm a ver com a vontade de Deus.

    Entretanto o que de fato me preocupa não é a forma como o ímpio faz uso de seu dinheiro, mas como cristãos, ou mais precisamente os evangélicos, o tem gasto. Eu fico intrigado ao ver carrões estacionados em frente às igrejas, muitas vezes trocados anualmente, enquanto alguns membros da mesma comunidade padecem com a falta do mínimo para viver. Pergunto-me se estou sendo radical ao me incomodar com o desfile de vestidos e joias a cada novo culto ou se só eu estou vendo que a vaidade parece gritar mais alto que as vozes que adoram a Deus durante o louvor. Não consigo ver coerência entre o discurso de priorizar o Reino de Deus sobre todas as coisas e o tratamento que muitos empresários cristãos dão a seus empregados, submetendo-os a um regime de trabalho quase escravista na ânsia de obter mais lucros.

    A sensação que me vem ao conversar com alguns cristãos é de que o dízimo é uma taxa que permite a livre utilização dos outros 90% unicamente na satisfação de desejos egoístas. E aí vem os tablets e smartphones para todos os membros da família, além das roupas e calçados de marca, sem se esquecer dos óculos de grife e demais utensílios que possam adornar o corpo e tapar, ainda que só por um breve momento, o buraco existencial que existe na alma.

    Como eu já disse anteriormente, as palavras de Jesus trazem um ensino bem mais profundo que uma leitura superficial do texto possa sugerir. O centro da questão está relacionado ao chamado feito a cada um de nós para negar a si mesmo e carregar a própria cruz (Lc 9:23). Alguém que ama o dinheiro ama muito mais a si próprio que a Deus e a seu próximo. Quem ama o dinheiro está preocupado em satisfazer a si mesmo muito mais que agradar a Deus ou ajudar a alguém necessitado.
 
    O amor ao dinheiro apenas revela o que há por trás da máscara que vestimos. Mas o que mais me entristece e preocupa é que eu e você podemos estar vestindo a máscara da religião, tentando maquiar com dízimos e ofertas o Mamom que pode estar reinando em nossos corações. Que Deus tenha misericórdia de nós!




Pr. Bruno Alves

sábado, 27 de julho de 2013

A origem do batom






O batom (do francês bâton ) é seguramente um dos hábitos mais antigos do universo da ornamentação feminina. A sua origem remonta ao tempo dos egípcios quando as mulheres tinham o costume de usarem pedras semi-preciosas em torno dos olhos e dos lábios. No entanto, contrariamente ao que é normal referir-se, o uso de corantes para decorar os lábios não foi instituído por Cleopatra. No museu de Berlim, na Alemanha, pode-se ver no busto de Nefertiti, a rainha egípcia esposa do faraó Akhenaton, que os lábios femininos já eram pintados mil anos antes da era de Júlio César. No mundo antigo eram utilizados produtos naturais para se pintar os lábios. As mulheres gregas usavam uma raiz vermelha chamada “polderos” misturada com cera de mel para dar um aspecto mais saudável e úmido aos lábios. As mulheres das altas classes do Egito usavam “púrpura de Tyr” que nada mais era que uma tinta, bastante rara, produzida na cidade fenícia de Tiro. O batom começou a ganhar mais popularidade na Inglaterra através do século XVI, durante o reinado da rainha Elizabeth I. Criou-se então um padrão de moda feminina em que a cara era tornada o mais branca possível, com a ajuda de cremes, e assim contrastava com os lábios bem vermelhos. Por essa altura o batom era confeccionado a partir de cera de abelha e tintas vegetais.
No início do século passado, um perfumista francês de nome Rhocopis, criou o que baptizou de “baton serviteur” (bastão servidor), que consistia simplesmente numa massa de talco, óleo de amêndoas, essências de bergamota e limão, de cor vermelha e que era vendido numa embalagem de papel de seda. Num ápice esta invenção conquistou as atrizes e prostitutas do mundo inteiro. Talvez devido a isso, só após a Primeira Guerra Mundial é que as donas de casa perderam o preconceito e começaram a aderir à moda do batom vermelho. O formato dos batons também passou por processos de modernização. Por volta do ano de 1915, apareceu nos Estados Unidos um derivado do “baton serviteur”: um colorante labial em forma de um pequeno tubo metálico. A sua aceitação na América do Norte foi quase instantânea. Em 1921 a revista Vogue publicitava esse “tubinho” como um acessório de elegância que todas as mulheres de classe deveriam possuir. A fórmula sólida do batom só teve início na década de 1930. Mesmo assim a receita básica não sofreu radicais mudanças. Ela é, até hoje, uma dispersão de cores em uma base gordurosa, permitindo assim a fácil aplicação de uma camada uniforme. Com a evolução da indústria cosmética, atualmente o batom não dá apenas cor, mas também protege a pele delicada dos lábios contra o frio, o vento e o sol.


Espero ter agregado algum tipo de valor a todos vocês grande abraço.


Pr. Bruno Alves

domingo, 16 de dezembro de 2012

É pecado o crente ingerir bebida alcoólica?







Em todos os assuntos não tão claros na Palavra de Deus precisamos ouvir, comparar, observar, orar, ler e confiar na paz de Deus sobre o nosso arbítrio. A resposta sempre virá do Senhor para os nossos corações. Aquilo que é pecado para uma pessoa pode não ser para outra e não estou falando da ótica humana, mas aos olhos do próprio Deus. Exemplo, em Romanos 14, alguns podiam comer carne sem pecar, pois já tinham vencido o problema antigo de oferecer carne aos ídolos. No entanto, outros não podiam, pois ainda tinham problema com a consciência e lembravam de seu tempo de idolatria. Nenhum dos dois estava em pecado, exceto se fizesse aquilo que sua consciência proibia. Portanto, o assunto em si é neutro, comer ou não comer carne, mas o princípio da consciência não.

Quanto à bebida fermentada ou alcoólica, não há proibição na Palavra de Deus quanto ao uso do vinho. No entanto, há proibição quanto a bebidas de cereais, também conhecida na Bíblia como "bebida forte". Neste caso, entrariam as bebidas de arroz, de malte, de cevada, trigo, etc. A cerveja, whisky, sachê, a chicha dos índios paacas novos (bebida de milho fermentado) e tudo o que não for uva. Mas acho que isso não vem ao caso, pois entraríamos numa questão muito difícil. Vamos nos limitar ao uso do termo "bebida alcoólica". Não vejo proibição restrita na Bíblia, mas sim uma proibição condicional. O uso moderado não seria proibido. Porém, o que é moderado para alguns não o é para outros. O tipo de bebida também conta. Por exemplo, pesquisadores bíblicos dizem que o vinho mais forte dos tempos bíblicos correspondia a 17 vezes à bebida mais fraca das destilarias dos nossos dias, exemplo, uma dose de martini. A equivalência é de 1/17, ou seja, para que alguém ficasse bêbado nos tempos bíblicos tomando vinho, precisava beber muuuuuito. Uma dose e meia de martini pode deixar alguns desfiguradamente bêbados. Portanto, sejamos sensatos na questão de moderação.

A nova lei da tolerância zero está sendo bem coerente, finalmente, na tentativa de tirar os motoristas perigosos das ruas e estradas. Em 1997, a lei dizia que não podia dirigir com 0,8 grama de álcool por litro de sangue, mudaram para 0,6 grama, o equivalente a dois copos de cerveja. Em 2008, mudaram para 0,2 grama, ou seja, menos de um copo de cerveja. Agora, janeiro de 2012, a proposta de lei é que se torne tolerância zero, ou seja, nem um pingo de cerveja.

Bem, disto isto, não haver proibição bíblica, uso moderado e sensatez sobre as bebidas atuais em comparação ao vinho dos tempos bíblicos, ainda resta mais um detalhe. As pessoas que já sofreram embriagues voluntária uma única vez, deveriam, não obstante a não proibição bíblica de bebidas, nunca mais ingerir qualquer tipo de bebida alcoólica. Se é que existe isso, "beber é para quem sabe", uma única vez de porre é a confirmação de que essa pessoa não "sabe" beber. Quem bebe, mas nunca ficou bêbado, continue se quiser, mas cuidado!

Conheci irmãos em Cristo de Santa Catarina que bebiam vinho nas refeições. Disseram-me que mesmo na região sul, há crentes, e não somente os crentes, que não bebem porque já tiveram algum problema com bebida. Portanto, é necessário reavaliar essa conversa de que não faz mal beber dependendo da região. Em qualquer região do mundo, se alguém já ficou bêbado por não beber moderadamente, essa pessoa não deve mais beber, não importa que seja de Portugal, Chile, Alemanha, Polônia (vodka) ou do Rio Grande do Sul.

A moderação bíblica exige, portanto, que ninguém se torne reincidente. Não é necessário o segundo porre para que haja proibição. Nesse caso, se você já ficou bêbado uma vez, pode ter certeza, para você a bebida é pecado. É minha opinião.

Acho que esse artigo não tem valor algum para muitas pessoas, glória a Deus por isso, mas pode ser uma bênção para alguns. Certo que será polêmico para outros tantos. Particularmente, decidi não beber nenhum tipo de bebida. Nem energéticos tipo Red Bull, pois há relatos assustadores dessas bebidas cafeinadas Você sabe que no Canadá recomenda-se a não ingestão de mais de duas latinhas por dia, mesmo sem teor de álcool? Há casos de parada cardíaca com a ingestão de 8 latinhas em cinco horas. Os jovens misturam com Whisky que é altamente prejudicial, pois deixa bêbado sem dormir. Tudo bem, eu tempero salada com vinagre, continue com seu Red Bull.

Jovens, vocês terão que lidar em todos os assuntos como adultos responsáveis pelos seus atos, recebendo os dividendos das boas escolhas e sofrendo as consequências ruins das escolhas não tão boas. A vocês mais maduros e amigos dos “copos”, pensem que talvez já sejam alcoólatras e estejam se enganando com esse papo de “beber só um pouquinho” ou “beber socialmente”. A palavra de Deus é muito clara sobre a bebida e a confusão. Termino com textos da Palavra de Deus: Gênesis 9.21, 19.32, 1 Samuel 1.15, Ester 1.10, Provérbios 20.1, 23.30, 31.4, Isaías 5.22, 28.7, Oséias 4.11, Habacuque 2.5, 1 Coríntios 5.11, Efésios 5.18, 1 Timóteo 3.3,8, 5.23, Tito 1.7, 2.3.